A saudade espremia o peito de um jeito pungente que doía. Eram lágrimas de perda, de dor e descontentamento. Dias amargos que pareciam não ter fim, a lua já não era mais a mesma, não era tão bonita quanto antes.
Ela não sabia dizer o que se passava em sua mente, só podia afirmar que doía. Foram os dias mais infinitos de toda sua vida. Momentos que pareciam assinalar seu peito com um compasso tamanha era a dor, era dor de um amor.
Mas ela lembrará que haviam lhe dito que o amor era bom e a faria feliz, então porque continuara a chorar? Será que não teve sorte em encontrar um amor que fosse lhe fazer feliz? Os próximos dias foram ocupados por todos esses pensamentos. Logo compreendeu que nunca havia perdido algo, na verdade aquilo nunca havia lhe pertencido. Ela acreditava sim que encontraria um amor, aquele amor que a faria feliz. Porque o que ela havia passado teria sido apenas uma grande ilusão, por isso tanta lágrima e dor. Por isso tanto sofrimento, porque é só isso que uma grande ilusão pode causar.
Ela finalmente havia percebido que não era amor. Certo dia lembrou que alguém lhe disse: “As coisas mais bonitas da vida são as que podemos ver de graça.”
No mesmo momento que isso lhe veio a cabeça, ela olhou pra lua, deu um sorriso gracioso e seguiu.
No mesmo momento que isso lhe veio a cabeça, ela olhou pra lua, deu um sorriso gracioso e seguiu.



