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As reticências me perseguiam. Não conseguia colocar um ponto final naquela história toda. Simplesmente não queria. E ai era sempre a mesma coisa. Se eu entrava no meu quarto, pensava nele. Se mexia na minha gaveta, encontrava alguma coisa que me lembrava ele. Se saia na rua e olhava pra lua imediatamente pensava nele. Inacreditável, mas eu estava me proibindo de olhar pra lua. Eu sei, eu sei, parece maluquice, mas não é. E tudo o que eu tinha eram frases feitas e sem nenhum valor. Com muito esforço consegui reverter isso. Agora eu não fico pensando nele, pensando no que ele estaria fazendo agora e com quem estaria. Não ligo mais se ele não me ama. Não me importa se tudo o que ele me dizia era mentira ou verdade. E se hoje estou escrevendo sobre ele, pode ter certeza que é caso passado.
Hoje quando entro no meu quarto, vejo tudo o que faz parte do meu presente. Eu abro minha gaveta, não vejo nada além de roupas. E quando olho pro céu, vejo um luar lindo, com muitas estrelas e elas me dizem que o que está por vir é muito melhor do que o que já se foi.
Na vida é estranho também quando o ponto final vem. antes da hora