10.8.10

. final

...

As reticências me perseguiam. Não conseguia colocar um ponto final naquela história toda. Simplesmente não queria. E ai era sempre a mesma coisa. Se eu entrava no meu quarto, pensava nele. Se mexia na minha gaveta, encontrava alguma coisa que me lembrava ele. Se saia na rua e olhava pra lua imediatamente pensava nele. Inacreditável, mas eu estava me proibindo de olhar pra lua. Eu sei, eu sei, parece maluquice, mas não é. E tudo o que eu tinha eram frases feitas e sem nenhum valor.

Com muito esforço consegui reverter isso. Agora eu não fico pensando nele, pensando no que ele estaria fazendo agora e com quem estaria. Não ligo mais se ele não me ama. Não me importa se tudo o que ele me dizia era mentira ou verdade. E se hoje estou escrevendo sobre ele, pode ter certeza que é caso passado.

Hoje quando entro no meu quarto, vejo tudo o que faz parte do meu presente. Eu abro minha gaveta, não vejo nada além de roupas. E quando olho pro céu, vejo um luar lindo, com muitas estrelas e elas me dizem que o que está por vir é muito melhor do que o que já se foi.

Na vida é estranho também quando o ponto final vem. antes da hora 

4.8.10

Descrevendo o indescritível .

Todas as coisas que quero dizer, não saem direito. 
Tropeço nas palavras, minha mente está girando. 
Os cômodos do meu quarto parecem grandes, me sufocam.
E minhas noites repetidas, com pensamentos de desespero.

Talvez seja isso mesmo.
Talvez você mereça que eu continue lutando.
Me debatendo, até transpor a última barreira, a mais difícil.
Aquela que ninguém acredita que é possível derrubar.

Não é tão fácil entrar nesta viagem de ilusões.
O que sei agora, nunca pensei saber há alguns anos atrás.
Nunca pensei que seria capaz de lutar desta forma por alguém.
Quando eu digo nunca, é para a eternidade.

É te contar os meus segredos, sem encontrar a tua voz para me acalmar.
Posso nunca sentir a tua voz junto ao meu ouvido. 
Mas nunca ninguém alcançou o meu coração como você.
Nunca.

Por mais que escreva nessa página já tão cansada de palavras insuficientes. 
E talvez eu esteja acreditando em apenas meias verdades, não importa. 
Nunca irei conseguir lhe dizer tudo o que vem aqui na alma.
E de uma eu tenho certeza.
É na forma de um sorriso, que consigo demonstrar coisas que já não sei dizer.